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Blog Vencer a Doença de Crohn

Blog que acompanha a evolução da (minha) doença de Crohn, e que aborda temas/assuntos relativos à doença.

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21
Abr15

Qual a melhor idade para se viver?

"Qual a melhor idade para se viver?"

 

Numa discussão que tive recentemente com familiares, não me recordo bem quem perguntou, mas o dialogo centrou-se sobre se a pessoa tivesse hipótese de escolher uma idade para viver qual escolheria? Ou seja, se, por exemplo, a uma pessoa de 80 anos fosse dada a possibilidade de escolher uma faixa de alguns anos, qual escolheria para viver para sempre, ou em que faixa de anos considera a melhor da sua vida?

 

A conversa andou para a frente e para trás cada um dando a sua opinião. No geral as respostas não foram muito criativas, os que tinham de 50 para cima achavam a idade actual (deles) a melhor e os com menos de 30 queriam voltar à fase da adolescência.

 

A minha resposta foi que achava que os melhores anos ainda estavam para vir, com a independência financeira e capacidade de tomar a minha vida pelas próprias mãos. Talvez seja uma visão um pouco limitada no sentido em que não estou a ver as coisas no cômputo geral mas sim a ter em conta as minhas aspirações actuais.

 

Bom, mas não estou a escrever este texto para falar da resposta que dei mas sim no que fiquei a pensar no dia seguinte.

 

Por muito que às vezes pense ou me iluda relativamente à influência que a doença teve/tem na minha, a verdade é que convivo com ela em todas as horas da minha vida. O dormir mal, todas as idas à casa de banho, o cansaço que me limita nos objectivos que consigo alcançar no dia a dia, sempre que tenho que escolher o que comer num restaurante ou o que cozinhar em casa, as conversas com outras pessoas em que fico a pensar se devo ou não contar que tenho a doença, o atraso físico que tive no crescimento e que me vai acompanhar para o resto da vida, o tempo perdido no Hospital, aquelas coisas que as pessoas nos dizem, os enjôos, as dores de barriga, as dores nas articulações, aquele medo de sair de casa... , noites a vomitar.

 

Já passei por tanta coisa e num dia normal tomo dezenas de decisões em que a doença é um factor importante. Mas a verdade é que este o melhor momento da minha vida. Nunca estive tão saudável, estou finalmente com um peso normal, a doença está o mais fraca que esteve desde que apareceu e quando olho para o futuro só vejo melhorias, afinal de contas o passado não foi grande coisa e as boas memórias são as que faço e que vou fazer. É claro que os melhores anos estão para vir, o pior acabou de passar!  

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