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Blog Vencer a Doença de Crohn

Blog que acompanha a evolução da (minha) doença de Crohn, e que aborda temas/assuntos relativos à doença.

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Blog que acompanha a evolução da (minha) doença de Crohn, e que aborda temas/assuntos relativos à doença.

09
Abr09

Estou a melhorar.

É pena não conseguir ver para dentro de mim mesmo. Não sei o que se passa do outro lado dos pelos da barriga, algo bom não é! Ainda assim, nada me demove a ideia de que o Humira é um espectáculo, é impossível para mim não ficar viciado em algo que sabe tão bem. Não, não dá pedrada e não é como as drogas (se bem que nunca tomei nenhuma). Dá-se a injecção, e não se sente prazer nenhum, só dor e a barriga fica a doer durante umas boas 24h, se bem que é um durido daqueles de quem levou uma pancada ou uma canelada. Dói mas não é nada de especial. A parte boa é que depois, dois dias depois o prazer é muito, sinto-me invadido por uma espécie de euforia. Não sei bem explicar essa euforia, poderei também dizer que é alegria.

 

Bom, a verdade é que as dores de barriga a pouco e pouco estão a diminuir assim como o cansaço extremo e a sonolência aterradora com que andava. A barriga não está perfeita, mas está muito melhor, a febre passou, e no meio disto tudo fico a pensar, o que é que se passa dentro de mim??? O que vai dentro da minha barriga??? Como é que depois de tomar algo que supostamente me faz ter menos imunidade tira tira também a febre??

 

Provei o nectar dos deuses e não quero menos do que o que tenho agora, não posso voltar atrás, o retrocesso é muito grande, voltar para os comprimidos sem fim é como conduzir um fiat 500, mas dos antigos!!! Provei algo bom, muito bom, é o nectar da vida, a diferença entre a escuridão e cizentude, e uma vida de luz cheiro e sabor!

 

Sim, estou-me a deixar levar pela euforia, e mais do que a euforia de não ter dores, é a euforia de pensar que não tenho nenhum abcesso na barriga e que NÃO vou morrer, pelo menos não nos proximos tempos, lol!!

 

Pensar na morte e sentir como se estivessemos mesmo a morrer não é um bom caminho. Pelo menos, não para mim.