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Blog Vencer a Doença de Crohn

Blog que acompanha a evolução da (minha) doença de Crohn, e que aborda temas/assuntos relativos à doença.

Blog Vencer a Doença de Crohn

Blog que acompanha a evolução da (minha) doença de Crohn, e que aborda temas/assuntos relativos à doença.

30
Set12

HC: Roberto Domanico Filho

Nome:
Roberto Domanico Filho
 
Idade actual:
60 anos
 
Em que idade é que apareceu a doença de Crohn (DC)?
38 anos em 1990 (diagnosticada aos 53 após intervenção cirúrgica em 2005).
 
Como é que a doença se manifestou no início, tem familiares com DC?
Com diarreias, incómodos, diagnosticados inicialmente como "colite nervosa". Vieram depois abcessos e isso durou até uma intervenção de urgência. Não tenho familiares com DC.
 
Depois de lhe terem explicado que a doença era crónica, qual foi a sua reacção?
De muito medo e tristeza.
 
Quais as restrições que a doença causa à sua vida?
Limitação dos alimentos que posso consumir, necessidade de tomar medicação até o resto de minha vida, incómodos e apreensão causados pelas recaídas, precauções para poder viajar ou estar em lugares onde possa necessitar ir ao banheiro.
 
Que alterações teve no peso?
Quando ignorava o problema tive perda expressiva de peso (já era magro antes do problema). Depois da operação (em 2005) mantenho o peso de 55-60 quilos, que pode diminuir um pouco nas recaídas.
 
A alimentação tem influência no agravamento da doença? Se sim que conselhos pode dar.
Sem dúvida! Se como doces em excesso, refrigerantes ou alimento que tenha algum condimento (ou leite e derivados) mais forte embutido, lá vem o problema em forma de diarreia. Tenho que controlar a alimentação com muito cuidado, se bem que acostumei-me com isso com o decorrer do tempo. Seria aconselhável buscar uma alimentação natural (frutas, vegetais, remédios fitoterápicos [com orientação do médico]).
 
Com que frequência tem as crises e quanto tempo duram? Há forma de prever uma crise?
Actualmente as crises estão bem espaçadas, já faz quase dois anos que tive a última. Normalmente ocorriam a cada 8 ou 10 meses. Como prevenção, observo sempre a frequência de evacuações, peso, e faço exames preventivos de sangue (a cada três meses) e colonoscopia (uma vez por ano).
 
 
Que medicação é que já teve de tomar? Que efeitos secundários tiveram esses medicamentos (se tiveram), no seu corpo? Actualmente, ainda precisa de controlar a doença com alguma medicação?
No início era a Sulfalazina, depois a Mesalazina. Em uma das crises tomei Predzone (corticóide) que me causou uma uveíte na vista esquerda (já controlada) e inchaço e vermelhidão na face.
 
Surgiram outros problemas de saúde relacionados com a DC?
Uveíte, causa pelo medicamento e abcessos além de algumas erupções na pele.
 
Já foi sujeito a alguma intervenção cirúrgica devido à DC? Se sim, que intervenção foi essa e durante quanto tempo esteve bem, depois teve de continuar a tomar medicação?
Sim, em 2005 quando tive uma crise (não sabia que tinha doença de Crohn). Tive parte do intestino removida e fiquei duas semanas no hospital. A partir daí comecei a tomar a medicação.
 
Há quem defenda que existe uma relação entre o estado psicológico do doente e a própria doença. Concorda? Até que ponto tem impacto na sua vida?
Concordo. Sou ansioso por natureza e tenho tendência à depressão.Possivelmente isto pode ter contribuído para o surgimento da doença e pode ter influência nas recaídas. O impacto em minha vida foi que tive que reformular todos meus hábitos alimentares e procurar uma maior serenidade emocional e espiritual.
 
E a família e os amigos, apoiaram-no? Considera esse apoio fundamental?
Sem dúvida, é de fundamental importância o apoio da família e amigos. Minha mulher me apoia emocionalmente além de preparar sempre os alimentos adequados para mim. Sem ela seria impossível manter uma dieta adequada. Além disso, falando por mim, o fato de seguir uma religião (sou espírita) tem me auxiliado imensamente a suportar e enfrentar o problema com coragem e serenidade.
 
Sentiu algum preconceito das pessoas relativamente à doença?
Em relação a mim, nunca! Até agora só recebi apoio e compreensão por parte de patrões, familiares e amigos.
 
 
Se tem que viajar como faz?
Previno-me levando os medicamentos necessários e procuro ficar em lugares onde tenha as instalações sanitária adequadas para minha higiene.
 
Por fim, que mensagem deixaria a todos aqueles que têm DC e que, ora por inexperiência a lidar com a doença, ora por falta de força, vacilam?
Muita perseverança, fé e serenidade, considerando que o equilíbrio daqueles que sofrem com DC depende muito do controle de seu estado emocional. Buscar sempre o equilíbrio das emoções e procurar sempre melhorar a qualidade de vida.

 

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